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Microsoft vai criar ‘Office Suite’ para publicidade
A Mediabrands poderá ajudá-la a aprofundar as relações com os grandes comerciantes.
A Microsoft, gigante (pelo menos até meados de 90’s) empresa que construiu inúmeras soluções (entenda como quiser) de software para indústrias: varejo, saúde, vendas e tal agora tem o seu foco em publicidade, acredite!
A Mediabrands, Interpublic Group of Cos., conta com a Microsoft sendo um de seus grandes clientes, e colaboram para construir um sistema de software que os marketeiros pode utilizar para controlar tudo a partir da busca de publicidade em e-mail, boletins de sistemas de CRM, enfim.
A lógica é que muitas das ferramentas utilizadas hoje para analisar e executar essas funções não “falam” entre si já que usar diferentes e, as vezes, antônimas linguagem de back-end, o que gera ineficiências e dificulta a tomada de decisão. O objetivo da Microsoft é criar uma plataforma única para automatizar, padronizar e executar esse processo.
“Nós queremos o Office Suite como uma suite de produtividade para a comercialização”, que se encaixe no mercado de gestão de sistemas em uma plataforma mais inteligente, disse George Quentin, chefe digital oficial no Mediabrands. E continua: “Donovan [Data Systems] faz faturamento, outro grupo faz ferramentas de planejamento, outro grupo faz a gestão de ativos. E nós gastamos muito tempo em esforços juntos. (…) Nós pensamos que fazer esse software é um desafio e todos esses elementos podem ser implantados de uma maneira muito mais sincronizada.”
Santo Graal para os marqueteiros
A Microsoft e a Mediabrands estão chamando a plataforma de ‘Meio de Comunicação Social do Sistema de Gestão de Operações’ (ou algo assim) – e eles certamente não vislumbraram o que o produto final há de ser. O anúncio diz algo como “destinados a reinventar a forma de comprar, vender, medir, relatar e otimizar”. E Scott Howe, VP corporativo da Microsoft, anunciante e editor do grupo, compara o efeito da plataforma ao efeito de quando o primeiro banco investiu e tornou a usar uma planilha em vez de calculadoras e réguas. Ele disse que a visibilidade que eles estão empenhando para a plataforma é o santo graal para os marqueteiros.
Implementação efetiva fará parte da solução. A Microsoft disse que está desenvolvendo, pouco a pouco, peças da plataforma a partir de agora para que esteja pronta até o final do ano; Mediabrands disse que pretende levar a oferta aos clientes até o fim do ano e que o cronograma para que seja construído dependem inteiramente dos clientes.
“Não construímos o sistema ainda, e você não pode construir um sistema até se sentar com um cliente,” disse o Sr. George. Quando perguntado se ele achava se a Microsoft pode ser o primeiro cliente a utilizá-lo, ele disse que sim, e que existe uma separação entre a Microsoft comercial e a Microsoft publicidade online.
Para a Microsoft, entrar no ramo de publicidade online e consolidar uma empresa nesse nicho é uma oportunidade inovadora e uma receita muito promissora. Primeiro, há as receitas diretas que poderiam começar a partir de licenciamento do software para o anunciante da indústria. Em segundo lugar, “desenvolvendo essa ferramenta de forma mais colaborativa, em longo prazo, vão surgir relações com parceiros importantes, o que poderá conduzi-los a um máximo de venda de outros produtos Microsoft e serviços”, disse o Sr. Howe. Ele insistiu que não há conflito de interesses, porque a percepção dessa plataforma poderia conceber um software de marketing, tal qual auxiliando a empresa sobre onde colocar seus anúncios e aplicar seus dólares, sendo impulsionada pelo ROI “nós não iremos definir as normas.”
Tem mais?
Aliás, a plataforma pode ser outro sinal de negócio da Microsoft, permanente rival do Google, que falou da construção de uma marca, Interactive Advertising Bureau em uma reunião anual, em Março de 2008, o então chefe da Microsoft, Brian McAndrews, disse às pessoas que lá no cume estaria provavelmente duas grandes plataformas relacionadas a gestão de anúncios no futuro e que a Microsoft seria um deles. (Você pode adivinhar que o outro possa ser.)
Sr. Howe disse que esta é realmente o desejo da Microsoft quanto sua nova plataforma, mas que ele não tem certeza. Ele acha que os produtos e soluções oferecidos pela Microsoft irá se diferençar gradativamente quanto ao grupo de usuários a utilizá-lo.
Nuvem carregada
A chamada virtualização, potencializada pela crescente melhoria de infra-estrutura da Internet e barateamento dos recursos computacionais continua sendo uma tendência.
Entretanto, nos últimos meses observou-se diversas falhas críticas que deixaram milhões de pessoas desconectadas. São usuários dos serviços google (gmail, gtalk, docs etc.), do skype, do twitter e de diversas outras facilidades gratuítas da rede que ficaram à deriva. Estas antes raras e agora cada vez mais frequentes falhas colocaram em questão mais uma vez a eficiência da rede, em um mundo cada vez mais dependente da Internet.
As empresas estão reagindo. O próprio twitter e alguns serviços do google como o Youtube tem anunciado manutenções periódicas com certa frequencia para manter a confiabilidade costumeira.
Do outro lado, empresas fabricantes de dispositivos de backup tomam o problema como oportunidade de negócio. Basta abrir os principais cadernos de jornais do Rio, São Paulo e Brasília que veremos que todas as dicas de como se proteger contra as falhas resultam basicamente em venda de HDs externos portáteis ou coisas do tipo.
A história toda serve para fazermos uma avaliação de qual a real importância da Internet como plataforma de trabalho. Há 5 anos, o impacto de falhas críticas desta natureza não seria tão grande quanto é hoje onde a rede já se torna algo tão importante quanto água, luz e telefone.
De bom, sabemos que haverá uma pressão natural para que seja dada cada vez mais atenção aos serviços de infra-estrutura da Internet em todo o mundo.
Vamos ficar de olho!


