Archive for the ‘Acredite na web’ Category

Agora, Realidade Aumentada, or Augmented Reality (AR)

Terça-feira, Junho 30, 2009
posted by ThiagoMoskito 7:00 AM

Uma prévia à tecnologia que funde os gráficos 3D em vídeo com elementos do mundo real.


O Lairson me mostrou esse vídeo têm uns dois meses.

O uso da tecnologia de realidade aumentada em marketing e comunicação social tem aumentado ao longo dos últimos anos, General Electric (open-source), site Smart Grid, cobertura da eleição pela CNN aos cartões de beisebol da Total Immersion’s Topps 3D Live beisebol (acima). É uma tecnologia que, pelo menos no mundo da publicidade, parece ser útil para os consumidores conhecer e gostar desse novo recurso.

Mas primeiro o que é AR?

Bem, é geralmente definido um espaço que envolve uma experiência interativa que apresenta em tempo real, uma fusão entre vídeo ao vivo e um fluxo digital ou elementos sintéticos. No caso do projeto Total Immersion’s Topps, isso significa que um jogador de baseball 3D aparece de pé em um cartão assim que o usuário expõe o mesmo de frente a sua webcam. Algumas AR exige um marcador visual específico como um QR code, impressos a partir do seu computador (ou não), depois apontado pra webcam, podendo assim visualizar os efeitos em 3D.

As duas formas mais comuns de construção e mercado AR-Flash são baseadas, principalmente em aplicações open-source, e programas que muitas vezes exigem uma aplicação específica para ser executado. Carlos Ulloa, fundador e designer da Papervision 3D (open-source), vê a vantagem do Flash em número de utilizadores e potenciais, mas não descarta o uso de outros plug-ins. “A vantagem do uso do flash é que ele já está instalado na maioria dos navegadores e plataformas, bem como o público potencial é muito maior. Por outro lado, empresas especializadas em plug-ins podem proporcionar uma experiência melhor para um público limitado.”

Greg Davis, gerente geral na empresa de software Total Immersion’s, especializada em AR, tem o poder de abordagens maior a partir do plug-in personalizado. “A GE que desenvolveu (Smart Grid) utilizando projeto open-source, ou seja, de código-livre. Temos aqui um conjunto de ferramentas que usamos em comunidades e convidamos outros para conhecer o código e desenvolver as suas próprias suites. O problema com ferramentas de código aberto é que um grande número de componentes são antigos de mais. Os três elementos que compõem uma realidade aumentada são: reconhecimento, monitoramento e renderização, e são três processos concorrentes. As ferramentas de código aberto são monitoradas de 8 a 10 anos apenas, resultando numa experiência bem menos crível.”

Apesar das divergências relativas ao open-source, tanto Ulloa quanto Davis ver possibilidades significativas para a realidade aumentada na área de publicidade. “O potencial da ferramenta ainda está para ser utilizada na publicidade,” diz Ulloa. “Código de AR impresso e on-line de uma forma única, mas também podendo criar uma dimensão on-line para o produto em si.” Davis vê que num futuro muito próximo, AR vão além do “Ah bacana, estou dentro do 3D …” a um impacto total, uso prático, e cita o celular e o PDA (mobile dispositive) como a próxima plataforma para tal tecnologia. “Temos um vídeo sobre o nosso website onde o CEO da Intel com um telefone celular onde aponta-se para uma rua da China e faz-se uma tradução que sobrepõe o nome em chinês passando automaticamente para inglês. Isso realmente faz diferença no dia-a-dia. O fato é que tudo será interativo, em algum momento, e não significa que tudo estará á venda, apenas. É sobre relacionamentos com o consumidor, interatividade e contato, tendo uma posição em que o paradigma como a comunicação é gerida entre marcas e os consumidores venha mudando exponencialmente.”

Veja mais vídeos de realidade aumentada abaixo.

Zugara’s Augmented Reality & Motion Capture Shopping App

Augmented Reality: See How It Works

Virtual box simulator

Demo of Julian Perretta’s 3d video for “Ride My Star”

Esse, em minha opinião, é o mais fera!

ARhrrrr - An augmented reality shooter

10 anos para corrigir os rumos da campanha política online

Sexta-feira, Junho 26, 2009
posted by lairson 6:51 PM

Em 2010 completaremos 10 anos desde que as campanhas políticas foram previstas e reguladas pelo TSE. De lá pra cá, exceto pela última resolução, nunca tivemos um avanço tão significativo nos textos da proposta, como a que está sendo colocada em pauta na próxima semana, no Congresso Nacional.  Caso seja aprovada, a próxima campanha online será muito mais interessante.


2000 - Internet prevista na resolução eleitoral

Muitos entusiastas que acreditavam no potencial da Internet como mídia de massa comemoraram quando, em 2000,  pela primeira vez não só foi previsto o uso de sites de campanha como foi disponibilizado gratuitamente o domínio can.br para uso exclusivo na campanha. Pronto. O uso da Internet estava regulamentado em resolução eleitoral. Era o início de um sonho de que a rede poderia ser usada para debater idéias diretamente com eleitores, alinhando as necessidades da população às propostas de governo dos candidatos, de forma muito mais barata e eficiente, reduzindo ao máximo o desgaste que as campanhas eleitorais tradicionais causam aos candidatos e à população.
Naquele momento, por provável desconhecimento da ”nova forma de fazer campanha” a web foi encarada apenas como mais um meio de divulgação de campanha e usada de forma muito tímida pelos candidatos que insistiam na mídia tradicional - receita consagrada para garantir eleições numa época em que o financiamento de campanha era diretamente proporcional às chances de vitória nas urnas. Foram 590 domínios .can.br registrados em todo o País.

2004 - Web 2.0 promove ações de campanha fora do website oficial de campanha

Em 2004 alguns políticos já esboçavam suas primeiras experiências de campanha online fora dos limites “oficiais” de seus sites sem ser atormentados pela resolução eleitoral, já que a Justiça eleitoral não estava atenta à revolução da web colaborativa, popularizada no Brasil com o Orkut.

A partir daí, a Internet começava a ser melhor percebida. Candidatos desconectados sem site faziam releituras da resolução em busca de informações que pudessem desabonar as ações web de seus adversários.

O principal motivo de discórdia que me recordo era sobre a interpretação de alguns juízes eleitorais locais sobre a legislação, quando vetavam sites que não tinham obrigatoriamente o domínio “.can.br”. Questão que foi resolvida logo em 2006, quando ficou claro que era usar qualquer endereço web para ser o oficial do candidato, sendo o .can.br recomendado, mas não obrigatório. Mesmo assim, as regras eleitorais para a Web, seguiam as mesmas da TV.

2006 - a maioria dos candidatos com site, mas sem acreditar no real potencial da Internet

2006 foi o melhor que pudemos chegar, até hoje. Resolução bem montada, sem vetos à redes sociais e outros ambientes fora do site oficial e ótimo momento para acreditar que a web faria a diferença naquela eleição. Não fez.

Era difícil convencer os candidatos que um meio tão barato pudesse ser tão eficiente a ponto de fazer a diferença em relação aos candidatos.

A penetração da banda larga e da Internet nas classes D e E ainda eram tímidas apesar de crescentes e por mais que a grande maioria dos candidatos tivesse montado seu site de campanha todos encararam a web como “mais um meio de fazer campanha.”.

A promessa ficou para 2008.

2008 - Na contramão do mundo
2008 veio a grande decepção. Enquanto o mundo inteiro tendia para a sociedade em rede, web 2.0, transparência, etc, o TSE, órgão brasileiro responsável pela melhor tecnologia eleitoral do mundo, numa infeliz decisão que buscava claramente coibir o SPAM, acabou por vetar todo e qualquer tipo de propaganda eleitoral feita fora do ambiente oficial do candidato.

Enquanto Obama nadava de braçadas nos mares da web americana, crescendo com a mesma velocidade do twitter sobre seus adversários, quebrando recordes de arrecadação e consolidando a Internet como mídia de massa principal responsável por sua eleição, aqui no Brasil foi um verdadeiro desastre!

Com tamanha rigidez, a maioria dos candidatos, com medo de fazer propaganda irregular sequer instituíram seus sites oficias, desistindo de usar a Internet.

2010 - Correções de rumos

A eleição de Obama deve ter finalmente aberto os olhos do TSE.  O texto da nova reforma eleitoral prevê o uso de redes sociais e arrecadação de campanha online, algo inédito e fantástico pois permitirá não só uma aproximação maior do candidato com a sociedade como potencializa o financiamento de campanha por pequenos doadores.

Se for aprovada, teremos uma campanha muito mais transparente, ecológica, democrática, auto-sustentável e barata.

A Internet pode enfim se consolidar como a mídia capaz de fazer a diferença numa eleição.

A democracia agradece!

Microsoft vai criar ‘Office Suite’ para publicidade

Quarta-feira, Junho 24, 2009
posted by ThiagoMoskito 7:48 AM

A Mediabrands poderá ajudá-la a aprofundar as relações com os grandes comerciantes.

A Microsoft, gigante (pelo menos até meados de 90’s) empresa que construiu inúmeras soluções (entenda como quiser) de software para indústrias: varejo, saúde, vendas e tal agora tem o seu foco em publicidade, acredite!

A Mediabrands, Interpublic Group of Cos., conta com a Microsoft sendo um de seus grandes clientes, e colaboram para construir um sistema de software que os marketeiros pode utilizar para controlar tudo a partir da busca de publicidade em e-mail, boletins de sistemas de CRM, enfim.

A lógica é que muitas das ferramentas utilizadas hoje para analisar e executar essas funções não “falam” entre si já que usar diferentes e, as vezes, antônimas linguagem de back-end, o que gera ineficiências e dificulta a tomada de decisão. O objetivo da Microsoft é criar uma plataforma única para automatizar, padronizar e executar esse processo.

“Nós queremos o Office Suite como uma suite de produtividade para a comercialização”, que se encaixe no mercado de gestão de sistemas em uma plataforma mais inteligente, disse George Quentin, chefe digital oficial no Mediabrands. E continua: “Donovan [Data Systems] faz faturamento, outro grupo faz ferramentas de planejamento, outro grupo faz a gestão de ativos. E nós gastamos muito tempo em esforços juntos. (…) Nós pensamos que fazer esse software é um desafio e todos esses elementos podem ser implantados de uma maneira muito mais sincronizada.”

Santo Graal para os marqueteiros

A Microsoft e a Mediabrands estão chamando a plataforma de ‘Meio de Comunicação Social do Sistema de Gestão de Operações’ (ou algo assim) - e eles certamente não vislumbraram o que o produto final há de ser. O anúncio diz algo como “destinados a reinventar a forma de comprar, vender, medir, relatar e otimizar”. E Scott Howe, VP corporativo da Microsoft, anunciante e editor do grupo, compara o efeito da plataforma ao efeito de quando o primeiro banco investiu e tornou a usar uma planilha em vez de calculadoras e réguas. Ele disse que a visibilidade que eles estão empenhando para a plataforma é o santo graal para os marqueteiros.
Implementação efetiva fará parte da solução. A Microsoft disse que está desenvolvendo, pouco a pouco, peças da plataforma a partir de agora para que esteja pronta até o final do ano; Mediabrands disse que pretende levar a oferta aos clientes até o fim do ano e que o cronograma para que seja construído dependem inteiramente dos clientes.

“Não construímos o sistema ainda, e você não pode construir um sistema até se sentar com um cliente,” disse o Sr. George. Quando perguntado se ele achava se a Microsoft pode ser o primeiro cliente a utilizá-lo, ele disse que sim, e que existe uma separação entre a Microsoft comercial e a Microsoft publicidade online.

Para a Microsoft, entrar no ramo de publicidade online e consolidar uma empresa nesse nicho é uma oportunidade inovadora e uma receita muito promissora. Primeiro, há as receitas diretas que poderiam começar a partir de licenciamento do software para o anunciante da indústria. Em segundo lugar, “desenvolvendo essa ferramenta de forma mais colaborativa, em longo prazo, vão surgir relações com parceiros importantes, o que poderá conduzi-los a um máximo de venda de outros produtos Microsoft e serviços”, disse o Sr. Howe. Ele insistiu que não há conflito de interesses, porque a percepção dessa plataforma poderia conceber um software de marketing, tal qual auxiliando a empresa sobre onde colocar seus anúncios e aplicar seus dólares, sendo impulsionada pelo ROI “nós não iremos definir as normas.”

Tem mais?

Aliás, a plataforma pode ser outro sinal de negócio da Microsoft, permanente rival do Google, que falou da construção de uma marca, Interactive Advertising Bureau em uma reunião anual, em Março de 2008, o então chefe da Microsoft, Brian McAndrews, disse às pessoas que lá no cume estaria provavelmente duas grandes plataformas relacionadas a gestão de anúncios no futuro e que a Microsoft seria um deles. (Você pode adivinhar que o outro possa ser.)

Sr. Howe disse que esta é realmente o desejo da Microsoft quanto sua nova plataforma, mas que ele não tem certeza. Ele acha que os produtos e soluções oferecidos pela Microsoft irá se diferençar gradativamente quanto ao grupo de usuários a utilizá-lo.

Mesmo que tudo dê errado, caia um meteoro no meio de recife e a ordem mundial entre em colapso, não venda seu laptop - em época de recessão eterna, nunca se sabe o que pode acontecer, e não precisamos de especialista algum pra ressaltar o quanto a internet se tornou uma ferramenta básica de sobrevivência na nossa cultura. Inscrições, envio de documentos, consulta, notícias, enfim, o ponto é claro, óbvio, e já deixou de ser novidade há algum tempo. A par dos deveres e oportunidades da vida moderna, desconectado, mesmo num cenário apocalíptico, ninguém fica, e ainda não contei novidade.
Interessante foi saber que alguns países têm de fato estrutura para tal: nos EUA, com aproximadamente U$ 100, é possível adquirir um portátil e sair à procura de pontos de energia e rede wireless públicos, por quase preço nenhum, o que inclui no cenário virtual até mesmo pessoas desabrigadas e desempregadas, assim como Robert Livingston, de 49 anos, em São Francisco, que ganhou uma câmera digital de amigos e usa metade de sua renda mensal, inúmeras vezes menor do que um salário mínimo, para manter uma conta pro no flickr, e ali publicar o que ele vê nas ruas. Ao ser despejado de seu apartamento e sair do emprego de vigia noturno, Livingston ficou à mercê da crise e desde então não arranjou trabalho novamente. No entanto, ele manteve o laptop, a câmera e a noção de networking, e rende a São Francisco um relato único, íntimo da cidade e da vida que percorre as ruas:

This is Annettes block!

This is Annette's block!




Vai-se o dinheiro, mas permanece o espírito inovador, baita lição. A tecnologia não mais é um pretexto para o consumismo.
Mais das lentes de Robert Livingston aqui
Mais casos de moradores de rua online nessa matéria
Mais sobre a comunidade virtual de moradores de rua nessa wiki

Acredite na Web #5

Quarta-feira, Maio 13, 2009
posted by Junior 11:44 AM

acredite_na_web_n5“Ele vem ao Brasil entre os dias 17 e 21 de maio, e vai se encontrar com políticos, empresários e representantes de ongs em São Paulo, Brasília e Porto Alegre”

Ele quem? Ben Self, um dos responsáveis pelas ações de campanha na internet de nosso querido garoto propaganda RBW: OBAMA!

A entrevista com ele é bem interessante, mas muita coisa já é de conhecimento de várias agências que realizam este tipo de trabalho aqui no Brasil. O que me deixa INDIGNADO é a mentalidade de alguns “assessorezinhos” e “secretariozinhos” de comunicação de vários partidos e candidatos que ainda tomam suas decisões, aconselhando seus patrões, utilizando-se da velha e ridícula máxima do terceiro mundo, de que “bom é o que vem de fora, é o que dá certo!” sem sequer saber da infinidade de casos de sucesso de profissionais que trabalham duro e que realmente conhecem a realidade e o comportamento do internauta brasileiro. Não sou contra a troca de experiências, de tendências e de conhecimento. Sou contra a herança cultural do “não fazemos melhor”. Fazemos sim e vou além! Se qualquer agência especializada em ações de presença na web tivesse disponível a dinherama que os doadores do Obama despejaram em sua campanha, ela ganharia o prêmio “WRETZER” de Marketing Digital, se ele existisse (risos). Aproveitando a recuperação dos quadros de Portinari e de Tarsila do Amaral , um VIVA a ANTROPOFAGIA da semana de arte moderna de 21! O que vem de fora é bom, mas é diferente! Cabe a nós darmos o toque brasileiro.

Desculpem!

Terça-feira, Abril 14, 2009
posted by Junior 5:37 PM

msnPessoal!

Gostaria de pedir imensas desculpas pela falta de postagens em nosso site(blog). Estamos relativamente sem tempo para escrever textos de qualidade (pensar). Ocupados! Graças a Deusssssssssssssssssssss!

Brevemente retomaremos nossas postagens regulares.

Abs,

Acredite na Web #4

Quinta-feira, Abril 2, 2009
posted by Junior 5:39 PM

acredite_na_web_n4Yes we can!

A rbw defende a utilização, com cautela (formiguinhas, uni-vos!) e com ajuda especializada é claro, de todas a ferramentas de democracia direta na internet por candidatos pleiteando qualquer um dos cargos majoritários em disputa em 2010. Eleições 2010? Mas vocês já estão pensando nisso? SIM! E para provar o nosso comprometimento com a causa, acabamos de lançar o mais novo carimbo “Acredite na Web” com o nosso garoto propaganda favorito. Confiram! Vai ser um sucesso!!!

carimbo

carimbo2

Brasil 2.0. Quando começa?

Quarta-feira, Março 25, 2009
posted by lairson 11:35 AM

A década de 2000 definitivamente ficará marcada pela explosão da sociedade em rede, pela enxurrada crescente de informação que, para não ser invasiva, deve ser sempre filtrada e pela transferência do poder de publicação de conteúdo, dos meios de comunicação tradicionais para as pessoas comuns. A Internet juntou as pessoas de uma forma ímpar, nunca antes vista, e torna cada vez mais vertical a forma de relacionamento entre as grandes empresas e seus consumidores e entre órgãos do poder publico e os cidadãos.

Dados do Ibope divulgados ontem (24/03) apontam 62,3 milhões de usuários de internet no Brasil, provando que o acesso a rede se torna cada vez mais presente na vida das famílias e que em breve teremos a maioria da população brasileira inserida digitalmente.

O resultado e as conseqüências disso tudo ninguém sabe ao certo, mas acredito que instituições antes tão conceituadas e hoje em declínio, como os partidos políticos, tendem a se reorganizar como instituições digitais, com forte presença online.

O ex-deputado Roberto Freire, presidente do Partido Popular Socialista, partido que já montou seu ambiente colaborativo na web,  já aponta há tempos em seus discursos para a necessidade de uma “nova organização partidária  preparada para o mundo novo em rede” a ser estruturada por meio das novas tecnologias de comunicação, que tem como plataforma a Internet.

De fato esse “mundo novo” já existe. As novas instituições já são digitais, formadas no grande ambiente social da web 2.0, organizadas por comunidades e nichos que decidem, cada vez mais formalmente, sobre tudo.

O evento da globalização nos dá a vantagem de que tudo que acontece no mundo acontece para todos, simultaneamente, e aqueles  países que tiverem maior capacidade de organizar suas sociedades em redes articuladas, em tese serão os mais prósperos e ricos.

Barack Obama, ao que parece, já percebeu isso e esta articulando uma grande rede de cidadãos americanos.

Quando é então que o Brasil 2.0 despertará ?

A Internet é democrática?

Quinta-feira, Março 19, 2009
posted by Junior 8:53 AM

acessoOnde? No Brasil? Na Europa? Independente de onde for, na minha opinião sim, é democrática. O que ainda não é democrático, o acesso. O que ainda não é democrático, nós, dentro da Internet.

Ontem, a B2BMagazine divulgou que o número de conexões banda larga no Brasil cresceu, em 2008, 45.9%, somando 9,83 milhões de conexões, cinco vírgula alguma coisa por cento de 193 milhões de habitantes. (fonte: Barômetro Cisco de Banda Larga)

Cinco vírgula alguma coisa por cento ? Isto é muito ou pouco ? Para mim é pouco! Muito pouco! Muito pouco mesmo! Caramba! É pouco demais…

A impressão que tenho, pode ser uma teoria pessoal de conspiração (Ver filme do Mel Gibson com a Julia Roberts), é que as grandes empresas de comunicação e tecnologia já estão anos luz em pesquisas, descobertas e serviços do que vemos de fato. Parece que elas vão despejando aos pouquinho no mercado, a conta-gotas, de acordo com seus interesses comerciais é claro. Novos produtos, novos serviços, lançamentos, coisas que já estão no porão de suas fábricas ou operadoras já a algum tempo, o suficiente para ganhar muito dinheiro, em um curto espaço de tempo.

E o governo sabe disso? Nessa minha teoria pessoal da conspiração sim, sabe. Compactua. Ahhhhhhhhhh Múlekeeeeeeeee…

Vamos lá gente! Pensem no próximo, ainda que seja virtual. Existe alguém querendo falar do outro lado e, no mínimo, ou, mais ou menos, 60 milhões de pessoas querendo ouvir (números de brasileiros que acessam a internet / fonte: IBGE e IBOPE Netratings). Wi-fi pública já! Inclusão digital é pouco, quero acesso!

E pra você, a Internet é democrática?