Archive for the ‘internet’ Category
Agora, Realidade Aumentada, or Augmented Reality (AR)
Uma prévia à tecnologia que funde os gráficos 3D em vídeo com elementos do mundo real.
O Lairson me mostrou esse vídeo têm uns dois meses.
O uso da tecnologia de realidade aumentada em marketing e comunicação social tem aumentado ao longo dos últimos anos, General Electric (open-source), site Smart Grid, cobertura da eleição pela CNN aos cartões de beisebol da Total Immersion’s Topps 3D Live beisebol (acima). É uma tecnologia que, pelo menos no mundo da publicidade, parece ser útil para os consumidores conhecer e gostar desse novo recurso.
Mas primeiro o que é AR?
Bem, é geralmente definido um espaço que envolve uma experiência interativa que apresenta em tempo real, uma fusão entre vídeo ao vivo e um fluxo digital ou elementos sintéticos. No caso do projeto Total Immersion’s Topps, isso significa que um jogador de baseball 3D aparece de pé em um cartão assim que o usuário expõe o mesmo de frente a sua webcam. Algumas AR exige um marcador visual específico como um QR code, impressos a partir do seu computador (ou não), depois apontado pra webcam, podendo assim visualizar os efeitos em 3D.
As duas formas mais comuns de construção e mercado AR-Flash são baseadas, principalmente em aplicações open-source, e programas que muitas vezes exigem uma aplicação específica para ser executado. Carlos Ulloa, fundador e designer da Papervision 3D (open-source), vê a vantagem do Flash em número de utilizadores e potenciais, mas não descarta o uso de outros plug-ins. “A vantagem do uso do flash é que ele já está instalado na maioria dos navegadores e plataformas, bem como o público potencial é muito maior. Por outro lado, empresas especializadas em plug-ins podem proporcionar uma experiência melhor para um público limitado.”
Greg Davis, gerente geral na empresa de software Total Immersion’s, especializada em AR, tem o poder de abordagens maior a partir do plug-in personalizado. “A GE que desenvolveu (Smart Grid) utilizando projeto open-source, ou seja, de código-livre. Temos aqui um conjunto de ferramentas que usamos em comunidades e convidamos outros para conhecer o código e desenvolver as suas próprias suites. O problema com ferramentas de código aberto é que um grande número de componentes são antigos de mais. Os três elementos que compõem uma realidade aumentada são: reconhecimento, monitoramento e renderização, e são três processos concorrentes. As ferramentas de código aberto são monitoradas de 8 a 10 anos apenas, resultando numa experiência bem menos crível.”
Apesar das divergências relativas ao open-source, tanto Ulloa quanto Davis ver possibilidades significativas para a realidade aumentada na área de publicidade. “O potencial da ferramenta ainda está para ser utilizada na publicidade,” diz Ulloa. “Código de AR impresso e on-line de uma forma única, mas também podendo criar uma dimensão on-line para o produto em si.” Davis vê que num futuro muito próximo, AR vão além do “Ah bacana, estou dentro do 3D …” a um impacto total, uso prático, e cita o celular e o PDA (mobile dispositive) como a próxima plataforma para tal tecnologia. “Temos um vídeo sobre o nosso website onde o CEO da Intel com um telefone celular onde aponta-se para uma rua da China e faz-se uma tradução que sobrepõe o nome em chinês passando automaticamente para inglês. Isso realmente faz diferença no dia-a-dia. O fato é que tudo será interativo, em algum momento, e não significa que tudo estará á venda, apenas. É sobre relacionamentos com o consumidor, interatividade e contato, tendo uma posição em que o paradigma como a comunicação é gerida entre marcas e os consumidores venha mudando exponencialmente.”
Veja mais vídeos de realidade aumentada abaixo.
Zugara’s Augmented Reality & Motion Capture Shopping App
Augmented Reality: See How It Works
Virtual box simulator
Demo of Julian Perretta’s 3d video for “Ride My Star”
Esse, em minha opinião, é o mais fera!
ARhrrrr - An augmented reality shooter
10 anos para corrigir os rumos da campanha política online
Em 2010 completaremos 10 anos desde que as campanhas políticas foram previstas e reguladas pelo TSE. De lá pra cá, exceto pela última resolução, nunca tivemos um avanço tão significativo nos textos da proposta, como a que está sendo colocada em pauta na próxima semana, no Congresso Nacional. Caso seja aprovada, a próxima campanha online será muito mais interessante.
2000 - Internet prevista na resolução eleitoral
Muitos entusiastas que acreditavam no potencial da Internet como mídia de massa comemoraram quando, em 2000, pela primeira vez não só foi previsto o uso de sites de campanha como foi disponibilizado gratuitamente o domínio can.br para uso exclusivo na campanha. Pronto. O uso da Internet estava regulamentado em resolução eleitoral. Era o início de um sonho de que a rede poderia ser usada para debater idéias diretamente com eleitores, alinhando as necessidades da população às propostas de governo dos candidatos, de forma muito mais barata e eficiente, reduzindo ao máximo o desgaste que as campanhas eleitorais tradicionais causam aos candidatos e à população.
Naquele momento, por provável desconhecimento da ”nova forma de fazer campanha” a web foi encarada apenas como mais um meio de divulgação de campanha e usada de forma muito tímida pelos candidatos que insistiam na mídia tradicional - receita consagrada para garantir eleições numa época em que o financiamento de campanha era diretamente proporcional às chances de vitória nas urnas. Foram 590 domínios .can.br registrados em todo o País.
2004 - Web 2.0 promove ações de campanha fora do website oficial de campanha
Em 2004 alguns políticos já esboçavam suas primeiras experiências de campanha online fora dos limites “oficiais” de seus sites sem ser atormentados pela resolução eleitoral, já que a Justiça eleitoral não estava atenta à revolução da web colaborativa, popularizada no Brasil com o Orkut.
A partir daí, a Internet começava a ser melhor percebida. Candidatos desconectados sem site faziam releituras da resolução em busca de informações que pudessem desabonar as ações web de seus adversários.
O principal motivo de discórdia que me recordo era sobre a interpretação de alguns juízes eleitorais locais sobre a legislação, quando vetavam sites que não tinham obrigatoriamente o domínio “.can.br”. Questão que foi resolvida logo em 2006, quando ficou claro que era usar qualquer endereço web para ser o oficial do candidato, sendo o .can.br recomendado, mas não obrigatório. Mesmo assim, as regras eleitorais para a Web, seguiam as mesmas da TV.
2006 - a maioria dos candidatos com site, mas sem acreditar no real potencial da Internet
2006 foi o melhor que pudemos chegar, até hoje. Resolução bem montada, sem vetos à redes sociais e outros ambientes fora do site oficial e ótimo momento para acreditar que a web faria a diferença naquela eleição. Não fez.
Era difícil convencer os candidatos que um meio tão barato pudesse ser tão eficiente a ponto de fazer a diferença em relação aos candidatos.
A penetração da banda larga e da Internet nas classes D e E ainda eram tímidas apesar de crescentes e por mais que a grande maioria dos candidatos tivesse montado seu site de campanha todos encararam a web como “mais um meio de fazer campanha.”.
A promessa ficou para 2008.
2008 - Na contramão do mundo
2008 veio a grande decepção. Enquanto o mundo inteiro tendia para a sociedade em rede, web 2.0, transparência, etc, o TSE, órgão brasileiro responsável pela melhor tecnologia eleitoral do mundo, numa infeliz decisão que buscava claramente coibir o SPAM, acabou por vetar todo e qualquer tipo de propaganda eleitoral feita fora do ambiente oficial do candidato.
Enquanto Obama nadava de braçadas nos mares da web americana, crescendo com a mesma velocidade do twitter sobre seus adversários, quebrando recordes de arrecadação e consolidando a Internet como mídia de massa principal responsável por sua eleição, aqui no Brasil foi um verdadeiro desastre!
Com tamanha rigidez, a maioria dos candidatos, com medo de fazer propaganda irregular sequer instituíram seus sites oficias, desistindo de usar a Internet.
2010 - Correções de rumos
A eleição de Obama deve ter finalmente aberto os olhos do TSE. O texto da nova reforma eleitoral prevê o uso de redes sociais e arrecadação de campanha online, algo inédito e fantástico pois permitirá não só uma aproximação maior do candidato com a sociedade como potencializa o financiamento de campanha por pequenos doadores.
Se for aprovada, teremos uma campanha muito mais transparente, ecológica, democrática, auto-sustentável e barata.
A Internet pode enfim se consolidar como a mídia capaz de fazer a diferença numa eleição.
A democracia agradece!
Irã onde?
Não tá na tv, não tá no jornal, mas tá no CITIZEN TUBE:
Fiquem de olho no Citizen Tube, porque maior exemplo do que a internet pode fazer por uma causa maior, creio que não haja. Ou se houver, são poucos.
Tudo o que você sempre quis fazer em locais públicos, mas teve vergonha de filmar - Os melhores do Improve Everywhere
…quase tudo esses caras já fizeram. O viral já tá manjado, chatinho, flash mob já não impressiona mais, mas o caso merece atenção: o Improve Everywhere é uma comunidade que reúne grandes/médios grupos de pessoas ao redor do mundo (mas principal e oficialmente em Nova Iorque) e, uma vez marcadas a data e a missão, saem por aí fazendo pegadinhas, performances e outras coisas esdrúxulas e inusitadas, simplesmente por serem divertidas, pelo lúdico que o nosso cotidiano expresso acaba esmagando.
Por exemplo:
Dormir na Mobília das Casas Bahia
Ok, não era exatamente essa a loja, mas foi mais ou menos assim. Era na Rússia e foi um grupo de agentes do Improve Everywhere se aconchegando nas espumas da loja, dormindo como crianças. A ação não foi bem recebida, inclusive a dona da loja chamou a polícia, mesmo sem saber se sequer foi cometido algum crime (existe isso no regulamento das lojas? “É expressamente proibido adormecer sobre os produtos à venda”?). Mas tudo acabou bem e sobrou só a parte boa para nós, internespectadores. E aqui vai o desafio: dou R$100 reais a quem o fizer aqui no Brasil, qualquer loja, com um grupo de pelo menos 30 pessoas, filmar e postar no youtube. Aliás, vão R$100 pra qualquer um que repita as façanhas descritas no post. La garantia soy jo.
Movimento dos Sem-Calça
Precisamente isso. Um grupão de gente sem calças no metrô, usando apenas roupas de baixo, claro. Esse deve ter sido um dos mais disseminados do IE, com representantes na Austrália, Coréia, Alemanha e lá vai chão - e, é claro, em São Paulo:
Como ficaríamos com as pernas de fora dessa? Tem até um canal no YouTube do No-Pants Brasil, mas não parece ser uma das coisas mais exploradas do mundo não. Quem sabe um No-Pants Pontão do Lago Sul não agitaria o fim de semana candango?
Comitê de Boas Vindas a Passageiros Desconhecidos no Aeroporto de NYC
“Bem-vinda, Ana Paula” - Você não conhece a Ana Paula, eu não conheço a Ana Paula, e também não a conhecem nenhuma das outras 18 pessos que estão segurando balões, flores e cartazes salutando Ana Paula por sua chegada, e é esse o espírito da coisa. Pegam algum nome que esteja escrito em algum outro cartaz no aeroporto, verificam o vôo em que o sujeito sortudo desembarcará, e fazem um banner gigante ali na hora mesmo.
Galeria de Arte Subterrânea e Clandestina Nas Estações de metrô
com direito a comes, bebes e chapeleiro. Etiquetaram todos os objetos presentes (orelhões, bancos, pichações, cartazes, encanamento, ralo, tudo) na estação de metrô como se estivessem expostas num museu e adicionaram os detalhes que faltavam, tais como garçom servindo champagne, livro de visitas, críticos de arte avaliando as peças, violoncelista tocando ao vivo, enfim, recriaram a atmosfera de uma vernissage, em plena terça-feira, num espaço subterrâneo transitado por centenas de pessoas a cada hora, preocupadas apenas em chegar a seus destinos. Independentemente do credo, da etnia ou de qualquer outra separação inventada por seja lá quem for de tal ramo da ciência, a proposta de parar um instante e apreciar a viagem é tentadora e inegavelmente agradável.

Cumprimentar As Pessoas Numa Escada Rolante
Ainda no metrô: eram três escadas, duas rolantes, que iam em ambas as direções, separadas por uma escada maior, estática. Alguns agentes do IE ficaram na escada maior, parada, segurando plaquinhas, virados para aqueles que subiam na escada rolante…ou melhor, esse só assistindo mesmo.
Metrô Espelhado
Duas fileiras de pessoas identicamente vestidas. Também dispensa descrições.
Sala de Estar no Metrô
Uma das mais legais, na minha opinião, e dessa vez em Praga. Pegaram o espaço livre interno de um trem do metrô, mobiliaram e de repente virou um lounge/sala de estar, com direito a mesinha de centro, telefone retrô, cabideiro e tudo o que mandou o figurino. Ainda faço isso num banheiro de avião da GOL.

Musical Espontâneo numa Praça de Alimentação
Incrível. Mais uma que dispensa explicações.
Nado Sincronizado em Fonte Pública
Synchronized Swimming from ImprovEverywhere on Vimeo.
Pra esse eu dobro o prêmio, R$200.
O importante é notar que sem a web, dependendo de meios de comunicação mais elitizados, o Improve Everywhere seria quase uma lenda. Se você contasse a alguém, ninguém acreditaria.
Eles têm muito mais material no site oficial, lugar de onde tirei quase todas as informações desse post.
Mais referências imperdíveis do assunto:
Urban Prankster - Primo rico e graficamente evoluído do Improve Everywhere
Poster Boy - Poster Boy, transformando publicidade em arte, porque não precisamos nos submeter à estética do mercado
Os Sem-Teto e a internet: Nem só de pão viverá o homem - de wi-fi também
Mesmo que tudo dê errado, caia um meteoro no meio de recife e a ordem mundial entre em colapso, não venda seu laptop - em época de recessão eterna, nunca se sabe o que pode acontecer, e não precisamos de especialista algum pra ressaltar o quanto a internet se tornou uma ferramenta básica de sobrevivência na nossa cultura. Inscrições, envio de documentos, consulta, notícias, enfim, o ponto é claro, óbvio, e já deixou de ser novidade há algum tempo. A par dos deveres e oportunidades da vida moderna, desconectado, mesmo num cenário apocalíptico, ninguém fica, e ainda não contei novidade.
Interessante foi saber que alguns países têm de fato estrutura para tal: nos EUA, com aproximadamente U$ 100, é possível adquirir um portátil e sair à procura de pontos de energia e rede wireless públicos, por quase preço nenhum, o que inclui no cenário virtual até mesmo pessoas desabrigadas e desempregadas, assim como Robert Livingston, de 49 anos, em São Francisco, que ganhou uma câmera digital de amigos e usa metade de sua renda mensal, inúmeras vezes menor do que um salário mínimo, para manter uma conta pro no flickr, e ali publicar o que ele vê nas ruas. Ao ser despejado de seu apartamento e sair do emprego de vigia noturno, Livingston ficou à mercê da crise e desde então não arranjou trabalho novamente. No entanto, ele manteve o laptop, a câmera e a noção de networking, e rende a São Francisco um relato único, íntimo da cidade e da vida que percorre as ruas:



This is Annette's block!




Vai-se o dinheiro, mas permanece o espírito inovador, baita lição. A tecnologia não mais é um pretexto para o consumismo.
Mais das lentes de Robert Livingston aqui
Mais casos de moradores de rua online nessa matéria
Mais sobre a comunidade virtual de moradores de rua nessa wiki
O Palmeiras nas Mídias Digitais
O time paulista Sociedade Esportiva Palmeiras, entrou de vez na onda das Mídias Digitais. Lançou um vídeo da fornecedora de material esportivo do Palmeiras no qual os atletas atuam, em mistério sobre o sumiço de camisas. Diante das câmeras, os jogadores do Palmeiras mostram desenvoltura para o amor com o time.
O “drama” se passa dentro do vestiário alviverde, quando é anunciado o desaparecimento dos uniformes às vésperas de uma partida, e o volante Pierre propõe uma solução: “Se for preciso a gente joga até sem camisa, porque a camisa do Palmeiras é nossa segunda pele”.
Em seguida, sem esconder certa aflição, os jogadores se enfileiram para ter o escudo do clube tatuado no peito.
Além do vídeo, a equipe de Marketing do Palmeiras lançou um HOTSITE no qual o participante pode jogar e ganhar prêmios.
www.minhasegundapele.com.br
Acredite na Web #5
Ele quem? Ben Self, um dos responsáveis pelas ações de campanha na internet de nosso querido garoto propaganda RBW: OBAMA!
A entrevista com ele é bem interessante, mas muita coisa já é de conhecimento de várias agências que realizam este tipo de trabalho aqui no Brasil. O que me deixa INDIGNADO é a mentalidade de alguns “assessorezinhos” e “secretariozinhos” de comunicação de vários partidos e candidatos que ainda tomam suas decisões, aconselhando seus patrões, utilizando-se da velha e ridícula máxima do terceiro mundo, de que “bom é o que vem de fora, é o que dá certo!” sem sequer saber da infinidade de casos de sucesso de profissionais que trabalham duro e que realmente conhecem a realidade e o comportamento do internauta brasileiro. Não sou contra a troca de experiências, de tendências e de conhecimento. Sou contra a herança cultural do “não fazemos melhor”. Fazemos sim e vou além! Se qualquer agência especializada em ações de presença na web tivesse disponível a dinherama que os doadores do Obama despejaram em sua campanha, ela ganharia o prêmio “WRETZER” de Marketing Digital, se ele existisse (risos). Aproveitando a recuperação dos quadros de Portinari e de Tarsila do Amaral , um VIVA a ANTROPOFAGIA da semana de arte moderna de 21! O que vem de fora é bom, mas é diferente! Cabe a nós darmos o toque brasileiro.
Desculpem!
Pessoal!
Gostaria de pedir imensas desculpas pela falta de postagens em nosso site(blog). Estamos relativamente sem tempo para escrever textos de qualidade (pensar). Ocupados! Graças a Deusssssssssssssssssssss!
Brevemente retomaremos nossas postagens regulares.
Abs,
Acredite na Web #4
Yes we can!
A rbw defende a utilização, com cautela (formiguinhas, uni-vos!) e com ajuda especializada é claro, de todas a ferramentas de democracia direta na internet por candidatos pleiteando qualquer um dos cargos majoritários em disputa em 2010. Eleições 2010? Mas vocês já estão pensando nisso? SIM! E para provar o nosso comprometimento com a causa, acabamos de lançar o mais novo carimbo “Acredite na Web” com o nosso garoto propaganda favorito. Confiram! Vai ser um sucesso!!!









