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10 anos para corrigir os rumos da campanha política online
Em 2010 completaremos 10 anos desde que as campanhas políticas foram previstas e reguladas pelo TSE. De lá pra cá, exceto pela última resolução, nunca tivemos um avanço tão significativo nos textos da proposta, como a que está sendo colocada em pauta na próxima semana, no Congresso Nacional. Caso seja aprovada, a próxima campanha online será muito mais interessante.
2000 - Internet prevista na resolução eleitoral
Muitos entusiastas que acreditavam no potencial da Internet como mídia de massa comemoraram quando, em 2000, pela primeira vez não só foi previsto o uso de sites de campanha como foi disponibilizado gratuitamente o domínio can.br para uso exclusivo na campanha. Pronto. O uso da Internet estava regulamentado em resolução eleitoral. Era o início de um sonho de que a rede poderia ser usada para debater idéias diretamente com eleitores, alinhando as necessidades da população às propostas de governo dos candidatos, de forma muito mais barata e eficiente, reduzindo ao máximo o desgaste que as campanhas eleitorais tradicionais causam aos candidatos e à população.
Naquele momento, por provável desconhecimento da ”nova forma de fazer campanha” a web foi encarada apenas como mais um meio de divulgação de campanha e usada de forma muito tímida pelos candidatos que insistiam na mídia tradicional - receita consagrada para garantir eleições numa época em que o financiamento de campanha era diretamente proporcional às chances de vitória nas urnas. Foram 590 domínios .can.br registrados em todo o País.
2004 - Web 2.0 promove ações de campanha fora do website oficial de campanha
Em 2004 alguns políticos já esboçavam suas primeiras experiências de campanha online fora dos limites “oficiais” de seus sites sem ser atormentados pela resolução eleitoral, já que a Justiça eleitoral não estava atenta à revolução da web colaborativa, popularizada no Brasil com o Orkut.
A partir daí, a Internet começava a ser melhor percebida. Candidatos desconectados sem site faziam releituras da resolução em busca de informações que pudessem desabonar as ações web de seus adversários.
O principal motivo de discórdia que me recordo era sobre a interpretação de alguns juízes eleitorais locais sobre a legislação, quando vetavam sites que não tinham obrigatoriamente o domínio “.can.br”. Questão que foi resolvida logo em 2006, quando ficou claro que era usar qualquer endereço web para ser o oficial do candidato, sendo o .can.br recomendado, mas não obrigatório. Mesmo assim, as regras eleitorais para a Web, seguiam as mesmas da TV.
2006 - a maioria dos candidatos com site, mas sem acreditar no real potencial da Internet
2006 foi o melhor que pudemos chegar, até hoje. Resolução bem montada, sem vetos à redes sociais e outros ambientes fora do site oficial e ótimo momento para acreditar que a web faria a diferença naquela eleição. Não fez.
Era difícil convencer os candidatos que um meio tão barato pudesse ser tão eficiente a ponto de fazer a diferença em relação aos candidatos.
A penetração da banda larga e da Internet nas classes D e E ainda eram tímidas apesar de crescentes e por mais que a grande maioria dos candidatos tivesse montado seu site de campanha todos encararam a web como “mais um meio de fazer campanha.”.
A promessa ficou para 2008.
2008 - Na contramão do mundo
2008 veio a grande decepção. Enquanto o mundo inteiro tendia para a sociedade em rede, web 2.0, transparência, etc, o TSE, órgão brasileiro responsável pela melhor tecnologia eleitoral do mundo, numa infeliz decisão que buscava claramente coibir o SPAM, acabou por vetar todo e qualquer tipo de propaganda eleitoral feita fora do ambiente oficial do candidato.
Enquanto Obama nadava de braçadas nos mares da web americana, crescendo com a mesma velocidade do twitter sobre seus adversários, quebrando recordes de arrecadação e consolidando a Internet como mídia de massa principal responsável por sua eleição, aqui no Brasil foi um verdadeiro desastre!
Com tamanha rigidez, a maioria dos candidatos, com medo de fazer propaganda irregular sequer instituíram seus sites oficias, desistindo de usar a Internet.
2010 - Correções de rumos
A eleição de Obama deve ter finalmente aberto os olhos do TSE. O texto da nova reforma eleitoral prevê o uso de redes sociais e arrecadação de campanha online, algo inédito e fantástico pois permitirá não só uma aproximação maior do candidato com a sociedade como potencializa o financiamento de campanha por pequenos doadores.
Se for aprovada, teremos uma campanha muito mais transparente, ecológica, democrática, auto-sustentável e barata.
A Internet pode enfim se consolidar como a mídia capaz de fazer a diferença numa eleição.
A democracia agradece!
Acredite na Web #5
Ele quem? Ben Self, um dos responsáveis pelas ações de campanha na internet de nosso querido garoto propaganda RBW: OBAMA!
A entrevista com ele é bem interessante, mas muita coisa já é de conhecimento de várias agências que realizam este tipo de trabalho aqui no Brasil. O que me deixa INDIGNADO é a mentalidade de alguns “assessorezinhos” e “secretariozinhos” de comunicação de vários partidos e candidatos que ainda tomam suas decisões, aconselhando seus patrões, utilizando-se da velha e ridícula máxima do terceiro mundo, de que “bom é o que vem de fora, é o que dá certo!” sem sequer saber da infinidade de casos de sucesso de profissionais que trabalham duro e que realmente conhecem a realidade e o comportamento do internauta brasileiro. Não sou contra a troca de experiências, de tendências e de conhecimento. Sou contra a herança cultural do “não fazemos melhor”. Fazemos sim e vou além! Se qualquer agência especializada em ações de presença na web tivesse disponível a dinherama que os doadores do Obama despejaram em sua campanha, ela ganharia o prêmio “WRETZER” de Marketing Digital, se ele existisse (risos). Aproveitando a recuperação dos quadros de Portinari e de Tarsila do Amaral , um VIVA a ANTROPOFAGIA da semana de arte moderna de 21! O que vem de fora é bom, mas é diferente! Cabe a nós darmos o toque brasileiro.
Acredite na Web #4
Yes we can!
A rbw defende a utilização, com cautela (formiguinhas, uni-vos!) e com ajuda especializada é claro, de todas a ferramentas de democracia direta na internet por candidatos pleiteando qualquer um dos cargos majoritários em disputa em 2010. Eleições 2010? Mas vocês já estão pensando nisso? SIM! E para provar o nosso comprometimento com a causa, acabamos de lançar o mais novo carimbo “Acredite na Web” com o nosso garoto propaganda favorito. Confiram! Vai ser um sucesso!!!


Acredite na Web #3
Tirem seus cabos eleitorais das ruas e colocai-vos na internet!!! Outro dia um amigo, que será candidato em 2010, disse uma coisa que reflete muito bem os dias de hoje: “Se eu pedir para minha filha usar uma camiseta e um “bonézinho” com meu número ou com meu slogan ela não irá fazer, mas se for pra ela ficar na internet pedindo voto no msn para o papai… Ah! Isso ela faz com o maior prazer!”.
Você já imaginou que pode ter um exército de seus defensores, a postos, por enquanto silenciosos, mas treinados e preparados, com toda a informação estratégica necessária para rebater qualquer ataque, dúvida, crítica, seja lá o que for? Trabalhando sua imagem, coletando mais informações, identificando atores, influenciadores e formadores de opinião espalhados pela rede?
Você já imaginou pegar toda esta massa crítica, gerada coletivamente, deixar tudo isso pronto, e usá-la, sabiamente, quando chegar a hora da campanha? Saber o quê, quem e onde, exatamente, estão falando de você, da sua imagem, do seu estado ou da sua cidade? Isto é para poucos!
Pelo menos aqui no Brasil. Aqui, ainda não temos políticos, parlamentares, chefes de estado, os homens que fazem as leis, os homens que decidem o que é certo e o que é errado, com esta consciência “internética” formada. Homens que fazem tudo isto, sem ter o “DNA” daquilo o que realmente queremos. O “DNA” de nossos sentimentos, nossos problemas. O internauta brasileiro não, este vai bem, obrigado, como mostra o texto da B2B Magazine.
Saber utilizar a natureza viral e democrática da internet é para pessoas visionárias, que enxergam nela um verdadeiro campo, o mais fértil deles, de idéias, opiniões e demonstrações de sentimentos do que está bem, e do que está mal.
Suje menos as ruas! Leve a sua campanha para a internet e faça realmente a diferença com quem já anda fazendo a diferença. Os internautas. Os eleitores. Estes hiperconectados que conhecem muita gente e estão, neste momento, falando com muita gente.
Acredite na Web #1

Os números de OBAMA dentro das redes sociais.
Você já deve ter lido milhões de matérias sobre o Obama por ai. Hoje resolvi mostrar um pouco do Obama em números dentro das redes sociais. Fiquei “embasbacada” e tenho certeza que assim como eu, você não tem ou não tinha noção desses números.
Obama em 2008 tinha 130 mil seguidores no Twitter, 14 milhões de visualizações em apenas um vídeo de sua campanha no Youtube, 2,3 milhões de membros no FaceBook e simplesmente 3,1 milhões de doadores.
O segredo desses números?
Mais uma vez eu bato na tecla que você tem que estar onde as pessoas estão e não onde você quer que elas estejam. Obama estava presente em 16 diferentes ambientes da web como o Youtube, Facebook, Twitter, Flickr, Myspace entre outros. A internet foi a grande responsável por 87% de toda arrecadação da campanha de Obama. Apenas em setembro do ano passado foram arrecadados U$ 100 milhões e 93% desses doadores cooperaram com menos de 100US$.
A maioria dos ambientes trabalhados pela equipe de Obama tinha a possibilidade de interação com seu público. Existia estimulo e empolgação. A dinâmica diferente de cada ambiente foi muito bem explorada por sua equipe. Havia por trás desses ambientes pessoas dando todo suporte necessário. Tudo foi bem pensado. Cada ambiente foi estudado e planejado.
Obama foi um grande sucesso dentro das redes sociais. Um fenômeno intrigante que nos faz pensar e muito do quando a web é capaz de mobilizar milhões de pessoas.
ACREDITE NA WEB!
NÓS SABEMOS DO QUE ELA É CAPAZ!
Acredite na web!

A rbw acaba de lançar a campanha “Acredite na web”. O objetivo da campanha é educar, desmistificar e incentivar o uso da internet por políticos, parlamentares, candidatos e cidadãos. Mostrar onde e como todos podem usar a web para serem ouvidos, se organizarem, fortalecer a imagem e criar canais diretos de comunicação para dizer o que estamos fazendo ou o que outros estão fazendo por nós.
Publicaremos, semanalmente, posts com dicas, informações, casos de sucesso e tudo, ou quase tudo, o que pode ser feito para se preparar para as próximas eleições e utilizar ao máximo a natureza viral e democrática da internet. Aguarde… e Participe!
Governo 2.0. Agora vai?
Podemos considerar que de fato a web colaborativa já existe há pelo menos 7 anos. Isto aconteceu quando um conjunto de fatores tecnológicos, sociais e econômicos permitiram que se extraísse da Internet vastos recursos de interação que nos mostraram e continuam nos presenteando com fabulosos fenômenos nunca antes vistos.
A Internet deixou de ser uma ferramenta pois vai muito além de tecnologia. É muito mais que uma mídia ou convergência midiática. É um ser social.
O poder da colaboração em rede surpreende também quando percebemos o poder construtivo/destrutivo da blogosfera e das redes sociais virtuais que, sem terem sido promovidas por nenhuma mega-empresa ou por governos, ultrapassam livremente as fronteiras, em alta velocidade.
Assim como as empresas particulares, empresas do setor público tem sido instigadas a fazer parte deste “não tão novo” meio de relacionamento. Os poderes legislativo e executivo também. Nós informatas, que sempre confiamos na Internet, sabíamos que este momento “Obama” chegaria. Ele foi um candidato 2.0 e está sendo um presidente 2.0. E não podemos também esquecer da experiência francesa de Nicolas Sarkozy, também bem sucedida.
Em um mundo em que a informação é de domínio público e imediato, não seria nenhuma novidade se todos os candidatos brasileiros, também apostassem no potencial da rede para 2010. Especialmente porque até lá todos os municípios brasileiros ja devem estar conectados.
Depois de eleitos, alguns parlamentares já experimentam gabinetes virtuais agora em 2009, partidos políticos também se movimentam no sentido de criar redes sociais privadas para construção de suas políticas online, mobilizando militantes e fortalecendo suas relações com simpatizantes. Pequenas prefeituras começam a divulgar suas ações por meio de blogs, ambientes essencialmente colaborativos.
Os resultados destas iniciativas tentem a alavancar projetos de governo 2.0 no Brasil. Há uma imensa demanda por eficiência nos serviços públicos e uma forte tendência de redução de custos.
A evolução da tecnologia deve proporcionar aos próximos presidentes, governadores, senadores, deputados, prefeitos e vereadores poderosos recursos geradores de políticas públicas em rede.
Resta apenas saber quem sairá na frente.

